quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Abdominal, com ou sem aparelho?

A utilização de aparelhos na realização de exercícios abdominais não parece ativar a musculatura abdominal com maior intensidade do que quando um mesmo exercício é executado sem o auxílio de aparelhos. Diferentes aparelhos parecem produzir o mesmo efeito na musculatura abdominal, de modo que a preferência por um tipo específico de aparelho pode estar associada mais a fatores como a postura e o conforto do que com a ativação mais intensa na musculatura abdominal. Novos estudos são necessários para comprovar as hipóteses aqui apresentadas.
 
FONTE: VIII Congresso Brasileiro de Biomecânica. Comparação da Intensidade da Atividade Elétrica dos Músculos Reto Abdominal e Oblíquo Externo em Exercícios Abdominais com e sem a utilização de aparelhos. Marco Aurélio Vaz et. al..

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carboidrato e Atividade Física

Antes do treino, uma refeição ou lanche deveria providenciar quantidades suficientes de líquidos para manter a hidratação. Ser relativamente baixo em gorduras e fibras para facilitar o esvaziamento gástrico e minimizar o estresse gastrointestinal. Ser relativamente alto em carboidratos para maximizar a manutenção da glicose sanguínea. Moderado em proteínas e composto por alimentos que o atleta esteja familiarizado, para reduzir os riscos de intolerância (Colégio Americano de Medicina do Esporte, 2000).


Com relação à ingestão de carboidratos pré-exercício, um dos fatores que não pode ser desprezado é o tempo que antecede essa prática. Assim, deve-se tomar bastante cuidado com a administração de alimentos à base de glicose, realizada cerca de 30-60 minutos antes do esforço físico, visto que isso pode levar à hiperinsulinemia, reduzindo as concentrações sangüíneas de glicose e ácidos graxos livres (AGL). 
 Durante o exercício físico, é importante que a suplementação de carboidratos ingerida seja rapidamente absorvida para que se mantenham as concentrações da glicose sangüínea, principalmente em esforços realizados por períodos de tempo prolongados, quando os depósitos endógenos de carboidratos tendem a se reduzir significativamente. Desse modo, a administração de carboidratos pode resultar em aumento na disponibilidade da glicose sangüínea, reduzindo a depleção de glicogênio muscular observada nas fases iniciais do desempenho físico. Apesar de todas essas evidências, muitos estudos têm demonstrado que a suplementação de carboidratos melhoram acentuadamente o desempenho físico apenas em esforços extremamente prolongados (superiores a duas horas) (Cyrino e Zucas, 1999).
Durante o exercício, o objetivo primordial para os nutrientes consumidos é repor os líquidos perdidos e providenciar carboidratos aproximadamente 30 a 60g por hora) para a manutenção das concentrações de glicose. Esse tipo de nutrição é especialmente importante para atividades superiores a uma hora, ou quando o atleta não consome líquidos e nutrientes adequados antes do treino, ou em ambientes hostis (calor, frio, ou altitude) (Colégio Americano de Medicina do Esporte, 2000).
Depois do treino o principal objetivo da dieta é providenciar energia e carboidratos necessários para a reposição do glicogênio muscular e assegurar uma rápida recuperação. Se um atleta está com o glicogênio depletado após o treino ou a competição, a quantidade de carboidrato ingerido seria em torno de 1,5g/kg de peso corporal durante os primeiros 30 minutos e pode ser repetido dentro das próximas 2 horas até estarem reabilitados os estoques de glicogênio (Colégio Americano de Medicina do Esporte, 2000).
O processo de recuperação envolve a restauração dos estoques de glicogênio hepático e muscular. Após o término do exercício é necessário que a ingestão do glicogênio muscular seja completa, não comprometendo assim a recuperação do praticante (Guerra 2002).
Alimentos ricos em carboidratos como batatas, massas, aveia e bebidas esportivas com índice glicêmico moderado e alto são boas fontes de carboidratos para a síntese de glicogênio muscular e devem ser a primeira escolha de carboidratos nas refeições de recuperação (Coyle 2005).
Se o praticante de atividade física for bem nutrido, o treino não imporá nenhuma demanda especial de qualquer nutriente. Os estoques corporais de carboidratos e gorduras satisfazem as exigências de energia da maior parte das atividades com duração inferior a uma hora (Williams 2002).






Fonte:  Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo v. 2, n. 10, p. 211-224, Julho/Agosto, 2008. ISSN 1981-9927.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Personal Trainer

O treinador pessoal atua:
  • Na análise e avaliação do atual quadro físico do cliente, bem como, a identificação dos fatores de riscos ou limitantes para a prática de exercícios físicos.
  • Na escolha das atividades mais indicadas ao nível de aptidão física do cliente e aos objetivos por ele almejados.
  • Na assessoria e orientação do vestuário, calçados e acessórios para a prática dos exercícios propostos.
  • Na escolha das melhores condições para a prática de um programa de atividade física: local, horário, temperatura, umidade e outras variáveis que podem influir na execução do programa.
  • No controle da duração, frequência, intensidade, velocidade de execução, intervalo, e variações das modalidades do programa.
  •  
  • Nas reavaliações, estimando e mensurando a eficiência do programa proposto e quantificando a melhora da aptidão física e nos objetivos almejados pelo cliente, conseguindo dados para um novo planejamento, estabelecendo novos parâmetros a serem trabalhados.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_f%C3%ADsica

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Musculação x Eletroestimulação

A eletroestimulação, difundida na mídia, vende a idéia de reduzir a gordura localizada e aumentar a força e resistência muscular localizada. Coube-se aos autores desta pesquisa propor um estudo comparativo entre a atividade física convencional (musculação) e a eletroestimulação, para que obtivéssem informações sobre a diferença de rendimento obtido pelos dois métodos. Esta pesquisa investigou grupos de indivíduos do sexo feminino que foram submetidos a uma atividade com sobrecarga e sessões de um aparelho eletroestimulador. Foram feitos testes de hipótese, para verificação das diferenças dos resultados no nível de significância 5%. O resultado mostrou um aumento na resistência de força de aproximadamente 20% para os dois grupos; assim como um aumento em torno de 50% também para os dois grupos, quanto à força máxima. Mas, com relação ao percentual de gordura, apenas o grupo de musculação apresentou um aumento significativo.
Este trabalho, em suas sitações, também deixa claro que, quanto aos componentes mecânicos que envolvem o músculo, a eletroestimulação estimula apenas os componentes elásticos, não influenciando os componentes plásticos nem os inextensível do músculo.
Se o treinamento for destinado a um atleta e envolver aparelhos de eletroestimulação, é importante saber dosar o seu uso já que este método não trás melhoras nos componentes plásticos, como por exemplo, as mitocôndrias.


 
 

Fonte: Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Ano 2, Número 2, 2003. Atividade física convencional (musculação) e aparelho eletroestimulado: um estudo da contração muscular. Estimulação elétrica: mito ou verdade?